Quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 às 14:13
À frente da Santafé Idéias, agência de comunicação integrada com sede em Brasília, tive, nos últimos anos, a oportunidade de conduzir inúmeras entrevistas de emprego. Desde candidatos a estágio em jornalismo até profissionais com mais tempo de experiência na profissão do que eu de vida, passaram pela minha mesa. Algumas experiências foram gratas e outras tantas decepcionantes.
Muitos profissionais, mesmo os já gabaritados, têm dificuldade para transmitir uma mensagem de forma verbal (até mesmo jornalistas). Outros não conseguem se posicionar perante o entrevistador. A grande dificuldade é imprimir uma marca, provocar simpatia – ser lembrado ao final do dia.
Para os mais inexperientes, obviamente, o problema se potencializa. Fora talentos naturais, moldados por cultura familiar de diálogo ou por aptidões adquiridas na própria vivência, passar por uma entrevista de emprego nunca é fácil.
Por isso, para esse primeiro artigo de estréia do novo Profissão Web, resolvi, a partir da minha vivência, dar algumas dicas aos que vão enfrentar a famigerada entrevista de emprego.
Conheça a empresa – é impensável ir a uma entrevista de emprego, na era da internet, sem antes fazer uma boa análise no site da empresa. Mas, é preciso ir além da “missão, visão e valores”, vasculhe as áreas, conheça a linha de atuação da empresa, busque o que a diferencia no mercado, veja seus projetos, seu portfólio, seus clientes e, principalmente, tente descobrir algo sobre a equipe. Uma dica essencial para jornalistas e importante para qualquer profissional: busque notícias sobre a empresa, positivas e negativas (ou sobre seus principais clientes). Essas informações serão um diferencial na entrevista.
Leia o noticiário do dia – os entrevistadores desejam perceber sua visão do mundo. Se você é engenheiro e fala apenas na sua área de atuação de forma bitolada, está perdendo espaço. Veja os cadernos de política e de economia, essencialmente. Um dia antes, busque pelos filmes em cartaz, as peças de teatro e leia as sinopses. Não caia na bobagem de falar que viu um filme ou um espetáculo que você não viu, mas comente que leu sobre a peça e que tem informações sobre o roteiro.
Pense sua roupa – é incrível o número de pessoas que vão vestidas inadequadamente para entrevistas de emprego. As mulheres abusam dos adereços, brincos grandes, pulseiras, decotes e perfumes marcantes. Os homens são, ainda em boa parte, desleixados, amassados e até rasgados. Lembre-se que esta primeira impressão é tudo. Separe a roupa um dia antes, planeje o que vai vestir – não necessariamente terno e gravata é regra para entrevista, veja o perfil da empresa.
Revisite seu currículo – Nunca atualize seu currículo na última hora, mas um dia antes, dê uma nova olhada para recordar experiências e atividades que você executou e que, agora, podem ser aproveitadas nesse novo desafio, dê ênfase a estas atividades.
No grande dia – acorde cedo, coloque um perfume discretíssimo, leia o noticiário do dia (notícia velha não serve pra nada). Entrevista é uma questão de postura. Muitos profissionais se colocam em uma posição de inferioridade (é duro falar isso), sentem-se desvalorizados ou desconfortáveis com a entrevista. Estes transmitem, logo no aperto de mão, uma fraqueza que – para quem está do outro lado da mesa – desmotiva.
Faça da comunicação o seu grande trunfo – lembre-se que grande parte da comunicação está em ouvir, compreender o que está sendo falado e inserir sua fala e seus comentários sem atropelos, de forma a aproveitar as brechas e as “deixas” do entrevistador. Olho no olho o tempo todo, aperto de mão firme (inclusive para as mulheres). Caso você tenha percorrido os passos aqui propostos vai ter “bala na agulha” para enfrentar a entrevista, vai falar daquilo que você viveu, leu, estudou ou percebeu do mundo e da empresa. A conversa vai fluir.
No mais, capriche no manuseio correto do vernáculo (fale bem o português), se valorize diante do entrevistador (mas sem arrogância) e relaxe. Passeie pela entrevista e você será lembrado no final do dia.
Sobre o colunista:
Maurício Junior (Santafé Idéias)
Diretor Executivo da Santafé Idéias, desde 2006, é responsável pela concepção e implantação dos projetos de comunicação estratégica e coordenação do atendimento aos clientes. Atua na área de gestão de crise, tendo participado, nos últimos anos, do treinamento de executivos do setor privado e personalidades da política nacional. Publica artigos sobre os desafios da comunicação na vida profissional tanto dos aspirantes quanto de executivos de grande corporações.
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Terça-feira, 18 de janeiro de 2011 às 15:37
A Campus Party nasceu em 1997 com o imenso porém necessário objetivo de reunir, uma vez ao ano, os melhores talentos de Internet para dividir experiências, aprender e poder construir, juntos, um melhor amanhã.

Com a popularização da tecnologia e da internet ao longo dos últimos anos, temos observado que a rede é usada tanto para fins legítimos como para outros nem tanto assim. Uma mesma tecnologia pode dar acesso a uma grande fonte de conhecimento e conteúdos compartilhados como também pode ser utilizada para causar danos, já seja de maneira consciente ou como parte de um jogo.
Por isto, cada vez mais, o uso cívico e respeitoso da rede torna-se uma questão prioritária. Além da diversão e do aprendizado proporcionados durante a semana de celebração da Campus Party, este é o momento de agir e sermos responsáveis, fazendo nossa colaboração para que a tecnologia seja usada em benefício da humanidade e demonstrando que Internet não é apenas uma rede de computadores, e sim, de pessoas.
É o momento de iniciar um movimento de conscientização e de iniciar e impulsionar #somethingbetter.
Durante meses, a equipe da Campus Party, junto a colaboradores e amigos de todo o mundo, desenvolveram um manifesto fundacional no qual acordamos em prol de um objetivo concreto e em prol da criação de um projeto maravilhoso, o programa de voluntariado tecnológico “GeeksansFrontieres” . Este projeto atuará em países realmente necessitados. Estamos construindo este ambicioso projeto com organizações amigas.
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