Sep
25
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CEOs da líder CBS e da premiada BBDO falam, no segundo dia do Mixx 2.8, como enfrentam os players digitais
Os CEOs de duas gigantes da indústria da comunicação, não necessariamente ligados às mídias digitais no seu core business, falaram em momentos diferentes no segundo do Mixx 2.8, congresso e exposição do IAB (Interactive Advertising Bureau) dos Estados Unidos, nesta terça-feira, 23, em Nova York. Ambos mostraram como empresas tradicionais se reinventam a todo momento diante das nova plataformas para se manterem na frente em seus segmentos: Leslie Moonves, presidente e CEO da CBS (TV, rádio, sites), e Andrew Robertson, Presidente e CEO da BBDO Worldwide.
CBS
Moovens contou como e por que a rede de TV comprou e pagou US$ 1,8 bilhão pelo site C-Net (um portal voltado essencialmente à tecnologia), em junho último. “No nosso caso, uma enorme empresa de conteúdo estava sendo considerada como parte da velha mídia. E se uma empresa está indo bem na internet, como era a C-Net, é pra lá que você tem de ir”, explicou. A CBS se define como provedora e distribuidora de conteúdos, e vê na internet não uma concorrente para sua oferta de televisão – “As pessoas não deixam de assistir a seus conteúdos na TV para verem na web”, diz Moonves – mas sim como uma forma de as emissoras locais “tirarem” o espaço dos jornais nas praças, com o fornecimento de serviços/guias e notícias regionais.
BBDO
Já o presidente e CEO da BBDO, Andrew Robertson, exibiu seus “cases” de campanhas para as mídias digitais: a ação do chocolate MM e a vitoriosa campanha Voyeur, sucesso total da agência no último Cannes Lions para o cliente HBO, sobre o qual explicou: “Gastamos todo o dinheiro necessário na sua produção e na execução. E o gasto de mídia foi zero”. O CEO afirmou que o sucesso da BBDO em nível mundial – já que tem presença em diversos países, em mais de 200 agências, tendo citado nominalmente a atuação em São Paulo (onde está presente na AlmapBBDO) – se dá através de uma fórmula simples. “Temos sempre de entregar o melhor trabalho, não interessa a sua denominação, se é digital ou não”. Administrar bem os talentos e fazer as parcerias certas também são importantes, além claro, de contar boas histórias. Robertson admitiu haver agências dedicadas às mídias online fazendo também bons trabalhos. “Acontece que 99% do que fazem é só para digital”, concluiu.
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