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O mercado brasileiro de TI (tecnologia da informação) está crescendo a olhos vistos. A Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet) estima que, no Brasil, atualmente, há cerca de 20 mil postos de trabalho em aberto.
“De seis em seis meses, uma grande empresa de tecnologia passa aqui e faz um arrastão em nossos alunos”, diz Ricardo Anido, professor do Instituto de Computação da Unicamp.
Mário Fagundes, gerente de pesquisas salariais da agência de empregos Catho, afirma que todo mês há uma oferta de 2.800 vagas na área de TI.
Para quem deseja ingressar nesse mercado, a porta de entrada é a área de help desk, também chamada de call center. “As pessoas costumam ter um pouco de preconceito com o termo call center. Isso está mudando. Call center não é telemarketing, o profissional entra em contato com processos, sistemas e outras aplicações da área de TI”, afirma Rodolfo Eschenbach, da Accenture, multinacional de consultoria de TI.
Os profissionais desse setor dão suporte técnico e operacional para empresas -às vezes, até para clientes de outros países. Praticamente todas as companhias que utilizam programas de computadores precisam de profissionais de help desk.
Os problemas resolvidos vão dos mais corriqueiros, como falhas em algum sistema ou programa, até aqueles mais complexos, que exigem a correção e reprogramação de determinados softwares.
Por isso, o profissional tem de ter intimidade com diferentes linguagens de programação, além de uma boa comunicação.
Dentre os cursos mais recomendados pelos especialistas em TI, ciência da computação e engenharia da computação são os mais citados. Instituições tradicionais como Unicamp, PUC-SP, USP, Unesp, Mackenzie e Metodista, dentre outras, oferecem essas carreiras.
O curso de ciência da computação é bem centrado em linguagem de programação e desenvolvimento de softwares, enquanto a engenharia da computação é um pouco mais abrangente e inclui o projeto e a construção de computadores e sistemas que integram software e hardware.
No entanto, a oferta de emprego é tão grande que alunos de outros cursos na área de informática, ou até mesmo tecnológicos, também são cobiçados. “Recomendo fortemente a área de exatas”, diz Luciana Farisco, gerente de recursos humanos da IBM.
Marco Dimas Gubitoso, coordenador do curso de ciência da computação da USP, no entanto, faz um alerta. “Os alunos conseguem empregos com muita facilidade. Muitos conseguem emprego antes mesmo de se formar, o que pode ser prejudicial, pois alguns acabam descuidando dos estudos.”
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