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Um polêmico projeto de lei do deputado Aldo Rebelo (PC do B) diz que o uso do estrangeirismo é uma forma de exclusão no Brasil. Como isso impactaria a área de web?
Website, hotsite, banner, skyscraper, branding, brainstorm entre outras. A internet é repleta de termos e palavras provenientes da lingua inglesa, já que estes conceitos foram criados em sua maioria por profissionais norte-americanos e ingleses. Estas palavras ou termos estão inseridos no nosso cotidiano e são usadas pela grande maioria dos profissionais e até mesmo pelos nossos clientes.
“Podemos modificar este arranha-céu?”
“O que acha de fazermos uma tempestade de idéias?”
Com a intensificação do comércio internacional seguido pelo grande intercâmbio de informações e conhecimento, aprovar este projeto de lei seria no mínimo caminhar na contramão da evolução do desenvolvimento cultural da humanidade.
Ao conversar com um amigo químico e após escutar um pouco sobre a evolução desta área, houve uma coisa que me chamou a atenção, e pode ser contextualizada a área de web. Ele me comentou que os grandes saltos científicos e a universalização desta área do conhecimento vieram logo após o estabelecimento de uma nomenclatura própria, com base no idioma inglês. E outra vez porque o idioma inglês? Porque foram em paises de língua inglesa que vieram boa parte dos cientistas não só da área de química ou ligados a computação, mas em grande parte do conhecimento moderno.
O inglês é o latim da nova era.
Ao analisar a história da humanidade, podemos observar que sempre houveram grandes mudanças lingüísticas e este é um caminho natural na evolução. Hoje, pessoas do mundo todo se comunicam e se conectam com apenas um clique e é natural que as mesmas utilizem um idioma padrão para isso. A criação e a difusão da internet possibilitaram à nossa geração uma maior facilidade de acesso à informação. Hoje estou em Brasília, mas posso facilmente encontrar uma determinada notícia da Polônia, ou mesmo bater um papo com um profissional que está em Londres utilizando recursos de aúdio e video.
Esta atitude de se aportuguesar termos estrangeiros pode ter como plano de fundo ideologias e conceitos que precisam ser respeitados, mas como já dizia um velho ditado: na prática a teoria é outra.
Na minha opinião, este projeto de lei foge completamente da prática. É evidente que se esta lei for aprovada, os profissionais continuarão utilizando os termos que usamos atualmente e nada mudará.
E você? O que pensa sobre este projeto de lei que quer acabar com o “estrangeirismo”?
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1° Fernanda 18 de Abril de 2008 às 3:40 pm
A língua é algo dinâmico que escapa as leis. Porém muitos profissionais tem abusado de termos estrangeiros, o que eu atribuo muito a um DESCONHECIMENTO e FALTA DE LEITURA.
Claro que ha os que abusam dos termos ingleses mais por caipirismo. Utilizam o conhecimento (parco) da língua anglo-saxa como um divisor, para deixar pra lá os menos afortunados.
O uso de alguns termos beira ao ridículo. Considero Design um deles. As pessoas não sabem como conjugar e falta a plasticidade da língua materna ao termo. Quando me chamam de designer levo para o lado pejorativo.
Mas, como eu disse, a língua é algo dinâmico. Criar uma lei sobre o assunto é ser tão ridículo quanto os que macaqueiam a língua de Shakespeare sem critério algum.
Falando nisso…tempestade de idéias é beeem melhor e mais inteligivel a um novato que Brainstorm… Mas eu prefiro “Toró de palpite”.