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Jul

17

Por: Thiago Melo

A medida em que a engenharia de software adquire maturidade, o desenvolvimento de websites se torna mais profissional, possibilitando um maior controle sobre o desenvolvimento e um grande alinhamento entre a expectativa do cliente e o produto desenvolvido.

Assim, torna-se cada vez mais comum investir em planejamento de implementação antes da codificação, ou programação propriamente dita. Esse tipo de atividade permite obter mais clareza e solidez sobre o que deve ser implementado, evitando assim o indesejável retrabalho, que aumenta os custos de produção.

Engenharia de Requisitos

A engenharia de requisitos é o primeiro passo e tem o objetivo de levantar todas as funcionalidades que devem ser implementadas no site.

A engenharia de requisitos compreende várias atividades, começando pela identificação dos requisitos. Nessa primeira atividade, todos os requisitos são levantados e identificados, ou seja, todas as funcionalidades devem ser apontadas.

Uma vez levantados todos os requisitos, é realizada a análise dos mesmos. Essa atividade visa estruturar os requisitos levantados, agrupando os requisitos de forma lógica, eliminando inconsistências. O objetivo da análise dos requisitos é apresentá-la ao cliente para poder verificar se o material colhido está alinhado as funcionalidades que ele espera ter em seu site.

Aprovada a análise, deve ser criado o documento de especificação de requisitos, que é o “contrato” do que é acordado entre a empresa e o cliente. O documento de especificação de requisitos deve ser o norteador da implementação, e deve ser validado pelo cliente. O documento de especificação de requisitos garante a transparência entre o cliente e a empresa. Ele deve deixar claro o que deve ser implementado no site, não deixando dúvidas sobre o que deve ser entregue.

Definido o que deve ser implementado, é hora de projetar a implementação.

Modelagem do Sistema e do Banco de Dados

A atividade de modelar a implementação tem suma importância no desenvolvimento de um site. Modelar a implementação é como projetar uma casa. É planejar o que deve ser feito.

Há vários tipos de modelagem que podem ser realizados, dependendo das necessidades específicas de cada site. O mais comum de se modelar são a arquitetura do site e do banco de dados.

A arquitetura do site citada aqui é direcionada à implementação. Ela define quais componentes devem ser utilizados ou desenvolvidos, como eles se relacionam e como se comunicam.

Todo site bem arquitetado possui sua programação dividida em camadas, seguindo qualquer modelo de implementação em camadas. Isso permite uma maior flexibilidade e extensibilidade, caso seja necessário executar alterações ou manutenções evolutivas no site. Um site bem arquitetado “sofre” pouco com alterações, pois essas tendem a ser pouco destrutivas se comparadas as alterações em sites mal projetados.

Outro tipo de modelagem comum de ser feita, é a modelagem do banco de dados que define como o banco de dados deve ser estruturado. Um banco de dados mal estruturado é também o caminho para problemas no desenvolvimento de um site.

A modelagem de banco de dados é fortemente direcionada pelo documento de especificação de requisitos já elaborado, uma vez que o banco de dados deve manter todas as informações que constam no documento de requisitos.

Implementação

Com todo trabalho feito até agora, a implementação fica fácil. Os requisitos já foram validados com o cliente. Assim a implementação deve ser guiada pelo documento de requisitos.

Assim, todas as funcionalidades do site devem ser aderentes ao documento de requisitos. Não deve ser implementado nenhuma funcionalidade a menos ou a mais. Isso é interessante, pois algumas pessoas pensam que vão conquistar o cliente entregado algo a mais.

Nessas situações, o cliente acaba não percebendo o valor agregado da funcionalidade a mais, e o que era para ser algo que surpreendesse positivamente o cliente se torna algo “legalzinho”. Além disso, a implementação do que não está especificado pode causar impacto nas funcionalidades requeridas pelo cliente. Então essa situação leva a um aumento nos custos do desenvolvimento do site e compromete o prazo de entrega.

Que linguagem escolher

Muita gente se pergunta: O que é melhor? ASP.NET? PHP? Java? A experiência tem mostrado que o sucesso de um site pouco depende da tecnologia escolhida.

Todas as linguagens (pelo menos as mais utilizadas e homologadas pelo público em geral) são muito boas e robustas. Geralmente o mesmo site pode ser construído em qualquer uma dessas linguagens sem prejudicar suas funcionalidades.

Ainda mais: A maioria dos erros encontrados nos sites não está vinculada à linguagem de programação, e sim a problemas pontuais de codificação. É lógico que, dependendo do caso, uma linguagem pode ser mais adequada que outra, mas nenhuma é restritiva.

Lembrando que, uma vez escolhida a tecnologia de desenvolvimento do site, esta deve constar no documento de especificação de requisitos que falamos acima.

Artigo desenvolvido com a ajuda de Michel Ribeiro, analista de sistemas.

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Um Comentário para “Os Processo de criação e desenvolvimento de um projeto na web - Parte 5”

rafaela 19 de Novembro de 2007 às 7:30 pm

informações muito importantes para o desenvolvimento e criação!!!beijos pra todos os desenvolvedores!!
http://www.nextcriacaodesitesesistemas.com

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