O Festival Cyber de Cannes deste ano não foi muito bom para o Brasil como nos anos anteriores pois ficamos com apenas 9 leões em Cyber. Destes leões, 5 ficaram com a África, 1 com a DM9, 1 com a AgênciaClick e 1 com a McCann.
Os Estados Unidos foram os mais premiados com 1 Grand Prix, 3 Ouros, 6 Pratas e 4 Bronzes.
Em segundo lugar fica o Japão com 2 Ouros, 3 Pratas e 4 Bronzes.
O terceiro é a Suécia, com 1 Grand Prix, 3 Pratas e 4 Bronzes.
O Brasil foi o quarto país mais premiado no Cyber Lions com 3 Pratas e 6 Bronzes.
Resultados do Brasil
Prata
Bandeira, Africa, Mitsubishi
Fun, McCann, Jontex
Evoluçao, DM9, Cia Athletica
Bronze
Lenço, Africa, Coristina-D
Auditório Africa, para a propria agencia
Porco, Africa, Canal Rural
Still Alive, Africa, Vale do Rio Doce
Kid’s World, DM9, Terra
Beer. AgenciaClick, Fiat
Neste ano tivemos mais surpresas: foi um viral para a internet que ganhou o GrandPrix na categoria filme. O vencedor do GP este ano foi o filme “Evolution” para Dove. Assista abaixo:
A primeira etapa de desenvolvimento dentro da “produção” é feita pelo Arquiteto de Informação, que cria os wireframes do projeto. Utilizados no desenvolvimento de sistemas de complexidade maior os diagramas (denominados como wireframes) e as aplicações que sintetizam as funcionalidades são exibidos em documentos com várias apresentações gráficas. No Wireframe o ideal é que não existam cores, sendo o mesmo produzido em uma paleta de tons de cinza. São utilizados em casos onde existe uma expectativa a respeito do projeto gráfico do sistema final. Isto ajuda a prevenir a confusão a respeito da experiência final da aparência da aplicação.
Com os wireframes definidos, o projeto é enviado para o Designer de Interfaces que criará o design conceitual de acordo com as informações do projeto como estrutura do site, wireframes, material gráfico, fotos, logomarca, posicionamento da marca, etc.
Design Conceitual
No design conceitual são criados a estruturação dos elementos; paleta de cores; tipografia; estilos de links, parágrafos, títulos, listagens, publicidades e etc. Muitas vezes nesta etapa o projeto passa por uma análise do Designer de Interação para implementações mais complexas de usabilidade e acessibilidade, por exemplo.
Com o design conceitual aprovado, o designer de interfaces desenvolve as páginas internas. Todas as páginas e canais especificados na estrutura do site devem ser criados. Nesta etapa deve-se levar em consideração os módulos do sistema CMS que o projeto terá para que o mesmo não fique engessado.
Interface
Depois do design de toda a interface pronta o projeto é enviado para o Desenvolvedor de Interfaces (ou Projetista de Interfaces, ou ainda, Programador de Interfaces) que será responsável pelo desenvolvimento dos códigos xHTML e CSS. Em resumo, o Desenvolvedor de Interfaces transforma os arquivos-fonte enviados pelo designer (PSD, PNG, AI, etc.) em GIF, JPG, xHTML, CSS e Javascript.
Nesta fase do projeto é muito importante que o “Interface” se reuna, se possível, com o Designer de Interfaces, o Arquiteto de Informação e o Programador do Projeto. Estas reuniões de “ponto de controle” do projeto são importantíssimas para redução de erros e para uma maior produtividade.
É importante lembrar que há uma diferença fundamental entre o Desenvolvedor de Interfaces e o Designer de Interfaces, pois possuem focos diferentes dentro do projeto. O foco do Designer de Interfaces é na apresentação gráfica enquanto o Desenvolvedor de Interfaces explora o front-end das aplicações web através do desenvolvimento de códigos semânticos e técnicas avançadas de acessibilidade.
Não é responsabilidade do “Interface” conhecer à fundo linguagens de programação e Javascript, por exemplo, mas é fundamental que este profissional saiba como integrar de forma modular a programação do site com os códigos desenvolvidos e que ele saiba disparar ações (funções) de Javascripts de bibliotecas existentes na Web, como por exemplo a galeria de fotos Lightbox.
Desenvolvimento em Camadas
O ideal em um projeto é que o mesmo tenha uma divisão entre o conteúdo e a apresentação, ou seja, desenvolver o site em camadas. As imagens relacionadas ao layout do projeto devem ser inseridas no código CSS e o conteúdo inserido no código xHTML. Um dos benefícios deste modelo de desenvolvimento é que o mesmo reduz erros e aumenta a produtividade em tempo de desenvolvimento e em manutenções futuras.
Esta é a primeira conferência focada em Arquitetura de Informação no Brasil e foi idealizada por profissionais da área e com o apoio da Jump Education e do núcleo de pesquisa de Design de Sistemas Virtuais Centrado no Usuário da ECA/USP. O Encontro visa promover um maior debate a respeito dessa disciplina e é uma excelente oportunidade de trocar cartões com outros profissionais da área. Todos os interessados no assunto estão convidados a participar.
A idéia da criação deste encontro partiu da Carolina Leslie, que coordenou a organização do evento com a ajuda da Jump Education. O encontro contará ainda com um comitê científico com profissionais como Edson Rufino de Souza, Frederick van Amstel, Guilhermo Reis, Juliana Constantino, Laura Lessa, Rodrigues Comandolli, Sueli Mara Ferreira, e Walmar Andrade.
Quando o Gerente de Projetos assume o projeto ele planeja todos os processos. Estes processos podem ser classificados em cinco grupos:
Iniciação;
Planejamento;
Execução;
Controle;
Encerramento.
Após o planejamento dos processos e do escopo definido o Gerente de Projetos solicita tarefas ou “ordens de serviço” para cada profissional envolvido no projeto: arquitetura de informação, design de interfaces, codificação (ou programação) de interfaces, mídia, modelagem de banco de dados, programação e redação. O número de funções de um mesmo cargo pode variar de acordo com o tamanho da agência.
O objetivo do Gerente de Projetos é manter os riscos de fracasso em um nível tão baixo quanto necessário durante o desenvolvimento do projeto. É ele que assumirá as reuniões do projeto e observará o cronograma e o cumprimento do “escopo” do projeto.
A intervenção do Gerente de Projetos é uma coisa natural, e ele acaba se tornando as vezes o seu melhor amigo na produção.
Muitas vezes o cliente sai do escopo, solicitando tarefas que não estavam incluídas no orçamento e é nesta hora que o Gerente de Projetos assume novamente o projeto e assegura que as horas orçadas sejam respeitadas, e se realmente o cliente quiser uma solução que não estava no escopo, é responsabilidade do Gerente de Projetos entrar em contato com o Consultor Comercial do projeto para desenvolver uma nova proposta.
Idealmente, o Gerente de Projetos raramente participa diretamente nas atividades que produzem o resultado final de um projeto. Ao invés disso, o Gerente de Projetos trabalha para manter o progresso e a interação dos diversos participantes do projeto, de modo a reduzir o risco de fracasso do mesmo. É também o Gerente de Projetos que mensurará a produtividade da equipe e dos profissionais envolvidos neste projeto.
Com os profissionais definidos, o Gerente de Projetos começa a contabilizar as horas utilizadas no projeto e eventualmente solicita reuniões de controle.
Nesta quarta-feira teremos a participação de Flávio Theruo Kaminisse do Blog do Japs.
Nesta semana a entrevista com o Flávio apresentará o tema: “Programação”.
Flávio Theruo Kaminisse é formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Uberlândia, é certificado Linux e está cursando pós-graduação em Banco de Dados no Centro Universitário do Triângulo, trabalha com desenvolvimento de sistemas voltados para web desde 2002, atuou no desenvolvimento do Webinsider e é responsável pela área de tecnologia do Charges.com.br, é casado e ainda arruma tempo de escrever em seu blog pessoal, Japs.
Programação
Thiago Melo: O que um “programador” faz e quais são as tecnologias existentes para o desenvolvimento de websites?
Flávio Kaminisse: Basicamente o papel de um programador, grosseiramente falando, é codificar o que foi pensado por outra pessoa, ou seja, simplesmente transformar um documento de análise em código interpretável pelas máquinas. As tecnologias existentes atualmente para desenvolvimento de websites são várias, dentre elas ASP, ASP.NET, PHP, JAVA, RUBY, PYTHON, FLASH, HTML, CGI e muitas outras.
Thiago Melo: Você se considera um programador, por quê?
Flávio Kaminisse: Não, pois não trabalho apenas com codificação e sim com vários outros passos do desenvolvimento de sistemas, dentre eles levantamento de requisitos, análise, modelagem de dados e implementação.
Thiago Melo: Qual destas tecnologias, hoje, está mais em evidência e por quê?
Flávio Kaminisse: Atualmente fala-se muito nas três linguagens principais do momento que são: ASP.NET, JAVA e PHP, não nesta ordem. Acho que elas estão mais em evidência no momento devido à sua utilização em massa e devido à facilidade de cada linguagem a se adaptar aos mais variados tipos de projetos.
Thiago Melo: Quais são os cursos que um profissional precisa para começar a programar?
É necessário um curso superior para começar a atuar na área?
Flávio Kaminisse: Como falei para começar a programar, considerando que é apenas codificação, a pessoa simplesmente precisa saber uma linguagem de programação o que não é difícil aprender, pois o mais importante é a lógica de programação, que é o fundamento para desenvolver em qualquer linguagem, e você não precisa fazer um curso superior para aprender lógica e ou uma linguagem, basta seguir três palavras básicas ensinadas por um professor, que é: Cadeira, Bunda, Hora, ou seja sentar a bunda muito tempo na cadeira para aprender.
Thiago Melo: Qual a diferença entre Ciência da Computação e Sistemas de Informação?
Flávio Kaminisse: Boa pergunta, acho que a principal diferença é o foco, acho que Ciência da Computação te dá uma formação mais ampla, com um conhecimento teórico bem aprofundado facilitando assim sua vida profissional, já Sistemas de Informação te dá um conhecimento mais de mercado, tendo um foco nas linguagens do momento, caso esteja errado me corrijam.
Thiago Melo: O que é um sistema de CMS e como ele funciona?
Flávio Kaminisse: Abreviatura para Content Management System, ou seja, software que simplifica a edição e a manutenção de um site, ou ainda uma definição da própria Wikipedia, “podemos dizer que um CMS é um framework, “um esqueleto” de website pré-programado, com recursos básicos e de manutenção e administração já prontamente disponíveis. É um sistema que permite a criação, armazenamento e administração de conteúdo de forma dinâmica, através de uma interface de usuário via Internet”. Existe um grande número de CMS dedicados aos blogs, como o Blogger, o Movable Type, o Textpattern e o próprio WordPress, que para mim é o melhor sistema de gerenciamento de blog. Para saber mais sobre CMS, clique aqui. O funcionamento depende muito de cada sistema, mas em geral não é necessário conhecimento técnico para utilizar estes sistemas, basta instalá-lo e começar a usar, exemplo disso é o WordPress.
Thiago Melo: Qual o perfil do profissional que programa? Este profissional precisa ter uma certa intimidade com os números ou isso é algo que ele aprende com o tempo?
Flávio Kaminisse: Como falei anteriormente para programar a pessoa deve conhecer uma linguagem de programação e lógica, a questão da intimidade com os números não é tão fundamental no dia a dia, mas para cursar uma faculdade, seja ela de Ciência da Computação ou Sistemas de Informação a pessoa deve pelo menos gostar de números, pois no meu caso que formei em Ciência da Computação, tive 3 cálculos, cálculo numérico, estatística, geometria analítica, matemática para Ciência da Computação e várias outras matérias envolvendo números, então você deve gostar e ter muita afinidade com os números.
Thiago Melo: Hoje fala-se muito em web2.0, tem até a entrevista com o René de Paula que fala sobre isso, o que mais te chama a atenção nesta web2.0
Flávio Kaminisse: O que mais me chama atenção nesta evolução que tivemos foi a utilização de AJAX, e também os sistemas colaborativos, que estão crescendo muito e são muito importantes para a disseminação do conhecimento.
Thiago Melo: Já que você tocou no assunto de AJAX, qual seu nível de conhecimento e você acha que o melhor é se fazer um site que carregue apenas uma vez e tenha todo o restante de seu conteúdo carregado por AJAX, ou o contrário?
Flávio Kaminisse: Acho que estou no nível intermediário de conhecimento de AJAX, desenvolvi algumas funcionalidades para alguns clientes da Webroom como o Charges.com.br e também escrevi alguns artigos, dentre eles um que postei uma página de exemplo com o código fonte disponível para download. Em relação à utilização de AJAX, acho que esta tecnologia deve ser utilizada com cautela, pois se construirmos um site que carrega somente uma página e todas as outras são carregadas através de chamadas assíncronas, aconteceria uma série de problemas, cito alguns, o conteúdo de seu site não seria indexado, dependendo da versão do navegador a pessoa não poderia navegar no site, ou ainda, se for utilizado um PALM ou um celular algumas funcionalidades não seriam exibidas, mas se o site for pensado de forma correta podemos sim utilizar AJAX, uma solução simples seria ter todas as páginas acessíveis para qualquer navegador, seja ele com ou sem suporte a javascript, e inserir as chamadas AJAX apenas se o navegador suportar tal funcionalidade.
Thiago Melo: Qual dica você daria para as pessoas que estão querendo entrar para esta profissão?
Flávio Kaminisse: O cenário principal dos tempos modernos é que um diploma hoje em dia é um diferencial, mas não é garantia de emprego, acima de tudo você tem que ser um profissional diferenciado no mercado, para alcançar esta diferenciação existem algumas formas, acho que o primeiro passo passa por uma boa graduação, depois você deve conhecer bem uma linguagem e tornar-se um profissional diferenciado, certificações também são muito importantes e muito bem vistas no mercado, pois comprovam o seu conhecimento no assunto, uma especialização também é muito bem vista no mercado, pois como na certificação também te dá uma garantia de conhecimento em determinada área. Em resumo para ser um profissional diferenciado você deve estudar, estudar e estudar mais um pouco, e estudar um pouquinho mais.