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Quarta-feira, 9 de maio de 2007 às 9:58   (Última atualização: 31/07/2008 às 22:07:42)

Profissão Web Entrevista: René de Paula Jr

Nesta quarta-feira teremos a participação de René de Paula Jr na seção Profissão Web Entrevista. Na entrevista com René apresentararemos a visão do especialista em projetos interativos sobre a polêmica Web 2.0.

*René de Paula Jr é um especialista em projetos interativos que trabalha com internet desde 1996. Com passagens por grandes agências como AlmapBBDO, AgênciaClick, Wunderman, empresas como Sony e Banco Real e mais recentemente o Yahoo! Brasil, René tem como foco a criação, implantação e manutenção de projetos focados na participação do usuário, na formação de comunidades e na brand experience integrada.

Thiago Melo: O que é a Web 2.0?

René de Paula Jr: Como era a web antes da Web 2.0? Era assim: tinha muito conteúdo para você acessar, mas não passava disso, pois comentar, enriquecer, compartilhar era quase impossível. Se você quisesse publicar alguma coisa na web antiga, tinha que aprender um monte de coisas: HTML, FTP, Photoshop, etc. Se você publicasse seu conteúdo ele ficaria ilhado no seu site esperando que alguém o descobrisse. Era legal, mas faltava alguma coisa.

Sabe o que faltava? Você. Na Web 2.0 você pode comentar, alterar, contribuir e compartilhar com outras pessoas e, o que é mais legal, sem ter que aprender HTML nem nada.

Em suma: Web 2.0, para mim, é a web onde todos têm voz e ninguém tem a última palavra. :)

Thiago Melo: O termo “Web 2.0” tem sido bastante utilizado para descrever uma segunda geração da web: O colaborativismo e a troca massiva de informações, mas este termo tem gerado inúmeras discussões. Por que as pessoas têm tanta dificuldade em aceitar este termo definindo o mesmo como um “golpe de marketing”?

René de Paula Jr: A resposta é simples: não tenho idéia :) É claro que dar um nome novo é uma maneira de marketear a história toda, mas que mal há nisso? Se o problema for só o rótulo e o buzz todo, para mim isso não é problema, pelo contrário: acredito que isso alavancou bastante nosso mercado. Se a questão for se há ou não algo novo, eu prefiro deixar que o Yahoo! Respostas responda… com milhões de respostas. :D

Thiago Melo: Como diretor de produtos do Yahoo! você participou da criação de muitos serviços considerados Web 2.0. Quais foram estes produtos e como você acredita que eles mudaram a forma como as pessoas interagem com a web?

René de Paula Jr: Calma, calma :) Adoraria ter participado da concepção, gestação e parto de prodígios como o Flickr, Delicious ou mais recentemente do Yahoo! Respostas, mas como esses produtos nascem normalmente lá fora, meu trabalho sempre foi muito mais puericultura do que obstetrícia. :)

Metáforas grávidas à parte, eu tive a chance de acompanhar o lançamento do Yahoo! Respostas no Brasil (excelente trabalho de Fabio Boucinhas e sua equipe). Foi fascinante, sobretudo pela resposta maravilhosa dos usuários brasileiros. Em pouquíssimo tempo já tínhamos um milhão de respostas, e rapidamente assumimos a vice-liderança mundial no seu uso. Emocionante, mesmo.

Assistindo de camarote como as pessoas utilizam esses serviços, o que me fascina é ver como as pessoas são donas do próprio nariz, como elas se apropriam das ferramentas e fazem com elas o que bem entendem. Criam suas próprias redes sociais, definem quem vê o quê, dão o sentido que bem entendem… Isso é genial, é como se fossemos a personagem do “Apanhador no Campo de Centeio” zelando pelas crianças que brincam livres.

Thiago Melo: Encontramos hoje na web modelos de serviços como a Wikipedia e o Yahoo! Respostas. Qual a sua opinião sobre a relevância das informações postadas nestes serviços?

René de Paula Jr: Uma das disciplinas mais difíceis da área interativa é a humildade. Quando eu finalmente chego à conclusão que entendi o que está acontecendo, os zilhões de usuários dão uma pirueta e me deixam de pernas pro ar. Eu já errei inúmeras vezes e me surpreendi outras tantas, e esse é um dos maiores encantos desse front que escolhi, e é justamente por isso que digo: a minha opinião é o de menos. Em serviços desse tipo, o juízo de valor não é privilégio de iluminados, mas é um direito de cada usuário envolvido. Se eles considerarem aquela informação relevante, não sou eu quem vai impor alguma coisa, não é?

Ok, é claro que existe um sem-número de questões complicadas, tais como veracidade, profundidade, legitimidade, etc., questões que nos perseguem desde que abrimos a boca para grunhir em sociedade, mas se esse saber cooperativo está crescendo tanto, eu tiro o meu chapéu e o saúdo.

Ainda nesse tema Web 2.0 há outras questões que me intrigam:

Colaboração não é a panacéia universal, por três razões:

  • Nem todo mundo está disposto a colaborar.
  • Quem quer colaborar/produzir/publicar é um minhoquésimo do universo de usuários.
  • Nem toda situação melhora com a participação coletiva. Você já pegou um semáforo pifado na Brasil com a Rebouças?

Existem pessoas 2.0? Eu duvido, e explico:

  • Pessoas são capazes de coisas bárbaras e de barbáries, é só uma questão de contexto.
  • Contexto algum vai fazer as pessoas serem capazes do que não são capazes.
  • Ainda nem entendemos a nossa própria versão beta.

Nem tudo o que é novo inova. Explico:

  • Inovar é mudar o mundo.
  • Muita novidade ou é fogo de palha ou simplesmente não vinga.
  • Muitas inovações revolucionárias nasceram de patinhos feios (o Orkut que o diga, ICQ idem).

Pirotecnias técnicas não trazem muita luz. Explico:

  • Quem gosta de tecnologia é tecnólogo. O resto da humanidade gosta mesmo é de ser feliz.
  • Se olharmos pra técnica, estamos olhando pro dedo que aponta a lua, e não para a lua.
  • Se olharmos pra técnica olhamos para o NOSSO dedo, e não pros outros zilhões de dedos que não estão nem aí pra técnica.

Olhando para trás, tudo faz sentido. Mas lá atrás, ninguém poderia imaginar. Explico:

  • Muitos projetos que hoje achamos geniais nasceram por serendipity total, quase como crimes préter-intencionais.
  • Se tem algo absolutamente imprevisível é o gosto popular: você nunca vai saber porque algo “bombou” ou bombou.
  • Cada usuário tem um mouse na mão. Eles são 1 bilhão. Estamos cercados.

Uma última consideração:

Há 10 anos atrás alguém me perguntou como eu me via no futuro. Eu disse: invisível, diluído, desnecessário, porque meu sonho é que no futuro não precisaremos mais de gurus. Well, mais um pouco eu chego lá. :)

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Terça-feira, 8 de maio de 2007 às 17:34   (Última atualização: 31/07/2008 às 22:07:36)

Estágio

Hoje em dia, jovens de 16 a 24 anos encontram uma dificuldade muito grande de conseguir uma oportunidade de emprego pela falta de experiência. A maioria dos anúncios de emprego pedem uma experiência de no mínimo 3 meses o que dificulta muito a entrada destes jovens no mercado de trabalho.

O estágio geralmente é o primeiro passo na carreira destes jovens, pois é a oportunidade do estudante conhecer o ambiente corporativo e ganhar experiência.

O estudante ao conquistar o seu estágio fica sob responsabilidade e coordenação da sua instituição de ensino e desenvolve situações reais no ambiente de trabalho.

Todo estudante maior de 16 anos pode ser contratado como estagiário em uma empresa desde que esteja matriculado em um curso, seja ele um curso superior, médio, profissionalizante ou de educação especial. É importante lembrar que o abandono ou trancamento do curso impede que o jovem continue no estágio.

O estágio não deve entrar em conflito com o horário escolar sendo que a jornada mínima é de 4 horas e a máxima de 8 horas. A decisão do horário é acordada com a empresa sempre com a supervisão da instituição de ensino. Geralmente o período do estágio é de 6 horas/dia ou 30 horas semanais.

Para que o estágio seja viabilizado é necessário um planejamento por parte da instituição de ensino em que o jovem está matriculado. Este planejamento é feito conforme o currículo e o calendário escolar do jovem profissional. Além deste planejamento é necessário um convênio por escrito entre a empresa e a instituição de ensino que proporcione ao estagiário uma aprendizagem profissional e uma complementação do ensino e a assinatura de um termo de compromisso entre estudante e empresa.

Como se paga o estágio

O estágio é pago através da “Bolsa-Auxílio”, uma ajuda mensal em dinheiro paga aos estagiários, sem constituir contraprestação financeira pelas atividades. Tem o objetivo de auxiliá-los a cobrir parte de seus gastos pessoais com alimentação, transporte, vestuário, despesas escolares, livros e outras despesas. O valor da Bolsa-Auxílio é determinado pela empresa e pode ser pago diretamente ao estagiário.

A Bolsa-Auxílio não é obrigatória, porém, por insuficiência ou mesmo carência econômica a maioria dos estudantes necessita de dinheiro para cobrir seus gastos pessoais e escolares.

Benefícios do estágio para as empresas

O estágio traz muitas vantagens para as empresas, como:

  • É um eficiente meio de avaliação profissional, reduzindo o investimento em tempo, salários e treinamentos;
  • Permite ampliar ou renovar equipes funcionais, técnicas e administrativas, com custos reduzidos;
  • É um excelente sistema de recrutamento e seleção de novos profissionais, facilitando a descoberta de novos talentos;
  • Proporciona um canal eficiente para acompanhamento de avanços tecnológicos e conceituais, difundidos via escola;
  • Cria e mantém o espírito de renovação permanente dentro da empresa;
  • Permite ao empresário cumprir seu papel social, contribuindo para formar as novas gerações de profissionais que o país necessita.
  • O contrato de estágio não é vinculado a CLT e sim a Lei de Estágio (Lei 6.494/77);
  • Isenção de encargos sociais e trabalhistas, decorrentes da não vinculação empregatícia;

O estágio é muito interessante para o estudante e para a empresa.

Procure a sua oportunidade de estágio e boa sorte!

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Segunda-feira, 7 de maio de 2007 às 13:30   (Última atualização: 13/04/2011 às 22:04:40)

Direitos e deveres do trabalhador

Você é um profissional da web? Conhece seus direitos e deveres?

A Constituição de 1988 reconhece o trabalho enquanto um direito. Nela, estão prescritos também os principais direitos do trabalhador. Além da Constituição existe a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) criada em 1943 para unificar a legislação trabalhista no Brasil.


Este artigo mostrará resumidamente alguns direitos e deveres do trabalhador existentes na Constituição e na CLT e futuramente explicarei melhor cada um deles em novos artigos.

O termo CLT é muito utilizado quando dizemos que um profissional teve registrada a sua carteira de trabalho, ou seja, este profissional está protegido por uma série de leis trabalhistas que lhe proporcionam direitos e também deveres.

Na área de internet existem diversos tipos de regimes de trabalho como pessoa jurídica, profissional autônomo e ainda funcionário público estatutário, mas falaremos sobre estes regimes de trabalho também em outros artigos.

Jornada de Trabalho:

De acordo com a Constituição, o profissional deve trabalhar 5 dias por semana por 8 horas diárias e 1 dia por 4 horas totalizando 44 horas semanais. Algumas empresas aumentam a jornada de trabalho em 48 minutos diários para que o funcionário trabalhe somente 5 dias por semana.

Férias:

Quando completa um ano de serviço, é direito do trabalhador tirar férias por um período de até 30 dias. Quando ele tira férias, recebe o valor do seu salário com um adicional de 1/3.

Algumas empresas permitem o “Abono de férias”, onde o trabalhador pode vender até 1/3 de suas férias ao empregador e o pagamento deve ser feito até 2 dias antes do início do período de férias.

13º salário:

Além das férias, é direito do trabalhador receber o 13º salário. Este salário pode ser pago em 2 parcelas. A primeira parcela deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano e a segunda parcela deve ser paga até o dia 20 de dezembro. Em geral, as empresas pagam a primeira parcela no mês de novembro e a segunda parcela no mês de dezembro.

Salário:

O salário pago a um profissional da web é sempre acordado com a empresa sendo que o piso é de um salário mínimo e o teto dependerá das suas qualidades e competências ou da sua capacidade de negociação.

Falar de direitos é ótimo, mas o trabalhador também tem muitos deveres e restrições.

Um artigo (art. 482, alínea “c”) da CLT diz que o contratado não pode desenvolver o mesmo trabalho que desenvolve na empresa empregadora para terceiros. Isto é considerado “concorrência desleal”, ou seja, nada de “freelas”. Se o profissional for pego fazendo “freelas” ele poderá ser demitido por justa causa.

A justa causa acontece quando o profissional é elegantemente (ou não) convidado a se retirar da empresa por motivos como furto, agressão física e outras atrocidades mais. Coisas que eu acredito que você nunca fará.

Para conhecer mais sobre a CLT e a Constituição, acesse o site do Ministério do Trabalho: http://www.mte.gov.br.

Importante: Lembrando que sou apenas um profissional de internet. Para dúvidas e maiores informações procure um profissional especializado em direito trabalhista.

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Segunda-feira, 7 de maio de 2007 às 8:59   (Última atualização: 31/07/2008 às 22:07:19)

Profissão: Web Designer

O Web Designer, em teoria, é o profissional especializado no desenvolvimento de projetos visuais e funcionais na internet. Geralmente é um profissional criativo com excelente senso estético. Desenvolve sites, hotsites, banners e outros diversos formatos de mídia eletrônica.

Teoria das cores, tipografia, história da arte, arquitetura de informação, usabilidade, acessibilidade e semiótica são alguns exemplos dos conhecimentos indispensáveis para um bom profissional da área, mas dependendo do perfil da empresa em que ele trabalha isso não é tudo.

Em muitas produtoras, geralmente de pequenas cidades é possível encontrar o Web Designer “faz tudo”. Este profissional geralmente desenvolve o design conceitual do projeto, o design de interação, cria layout, desenvolve código HTML e Javascript, programa formulários de contato e ainda serve cafezinho. Duvida? Para encontrar empresas que buscam este tipo de profissionais basta fazer uma busca em um site de empregos e encontrar uma enxurrada de anúncios para “Web Designer” em que um dos requisitos é programar em ASP ou em PHP.

Já nos grandes centros, esta profissão tem se dividido em diversas novas áreas como “Design de Interfaces”, “Design de Interação”, “Desenvolvimento de Interfaces” e “Arquitetura de Informação”.

Com o aumento do uso de tecnologias e com um maior planejamento nos projetos as produtoras estão criando “especialistas”. Se o profissional é um bom designer logo é alocado para a área de “Design de Interfaces”. Se o profissional é um bom desenvolvedor de código HTML e CSS ele é facilmente alocado para a área de “Desenvolvimento de Interfaces” e esta é a atual tendência.

Qual é a sua situação? Comente!

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Quinta-feira, 3 de maio de 2007 às 12:19   (Última atualização: 31/07/2008 às 22:07:18)

Inclusão Digital

A inclusão digital é a democratização do acesso à tecnologia de informação. Em outras palavras, são projetos e ações que facilitam a interação de pessoas de baixa renda com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

O IBGE estima que a população brasileira se aproxima dos 180 milhões de brasileiros e conforme uma pesquisa do Ibope/NetRatings, somente 14,5 milhões dos brasileiros têm acesso a internet residencial e dentre estes usuários, 5,75 milhões de pessoas têm acesso à banda-larga. Sabe o que isso significa? Significa que 73,9% dos brasileiros não têm acesso à internet residencial.

Uma nova massa crítica de pessoas surgirá em tempos que se fala de Web 2. O colaborativismo e as redes sociais como o Orkut contagiarão milhões de novos usuários e a publicidade para este público será cada vez maior e mais diferenciada. Se atualmente é difícil encontrar um conhecido que não tenha uma conta no Orkut ou que não tenha uma conta de e-mail, num futuro muito próximo será praticamente impossível.

Novos gêneros de sites na internet serão criados para essa massa crítica e novos modelos de publicidade também. O design de interfaces será influenciado por este crescimento da internet e novas linhas de comunicação, novos cenários serão construídos para esta massa, e espero eu que de qualidade.

Agora me responda: serão projetos visuais com uma nova linha de comunicação e muitos efeitos produzidos em horas de desenvolvimento no Flash ou serão projetos desenvolvidos dentro dos padrões da W3C? Ou, talvez os dois?

O fato é que os “Padrões Web” têm sido cada vez mais importantes para a difusão da internet em todo o mundo e cresce um time de profissionais cada vez mais criativos, que passam por cima de “divs” e “tables” para criar os melhores e mais criativos “backgrounds”. Em meias palavras, os designers de interface têm produzido um belíssimo trabalho dentro dos padrões estabelecidos pela W3C, com sites criativos, acessíveis, semânticos e bem classificados nos robôs de busca.

De qualquer forma será necessário a criação de cenários mais interativos e mais intuitivos para este novo público integrados com animações muito mais ricas em detalhes e simples em idéias.

É fato! O laptop de 100 dólares está sendo produzido para distribuição em massa. As grandes empresas telefônicas liberarão links de mais de 20Mb por usuário a um preço acessível e finalmente os sites governamentais serão desenvolvidos dentro dos padrões de acessibilidade. É um futuro um pouco distante, mas muito bom de se sonhar.

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