Mai
03
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A inclusão digital é a democratização do acesso à tecnologia de informação. Em outras palavras, são projetos e ações que facilitam a interação de pessoas de baixa renda com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
O IBGE estima que a população brasileira se aproxima dos 180 milhões de brasileiros e conforme uma pesquisa do Ibope/NetRatings, somente 14,5 milhões dos brasileiros têm acesso a internet residencial e dentre estes usuários, 5,75 milhões de pessoas têm acesso à banda-larga. Sabe o que isso significa? Significa que 73,9% dos brasileiros não têm acesso à internet residencial.
Uma nova massa crítica de pessoas surgirá em tempos que se fala de Web 2. O colaborativismo e as redes sociais como o Orkut contagiarão milhões de novos usuários e a publicidade para este público será cada vez maior e mais diferenciada. Se atualmente é difícil encontrar um conhecido que não tenha uma conta no Orkut ou que não tenha uma conta de e-mail, num futuro muito próximo será praticamente impossível.
Novos gêneros de sites na internet serão criados para essa massa crítica e novos modelos de publicidade também. O design de interfaces será influenciado por este crescimento da internet e novas linhas de comunicação, novos cenários serão construídos para esta massa, e espero eu que de qualidade.
Agora me responda: serão projetos visuais com uma nova linha de comunicação e muitos efeitos produzidos em horas de desenvolvimento no Flash ou serão projetos desenvolvidos dentro dos padrões da W3C? Ou, talvez os dois?
O fato é que os “Padrões Web” têm sido cada vez mais importantes para a difusão da internet em todo o mundo e cresce um time de profissionais cada vez mais criativos, que passam por cima de “divs” e “tables” para criar os melhores e mais criativos “backgrounds”. Em meias palavras, os designers de interface têm produzido um belíssimo trabalho dentro dos padrões estabelecidos pela W3C, com sites criativos, acessíveis, semânticos e bem classificados nos robôs de busca.
De qualquer forma será necessário a criação de cenários mais interativos e mais intuitivos para este novo público integrados com animações muito mais ricas em detalhes e simples em idéias.
É fato! O laptop de 100 dólares está sendo produzido para distribuição em massa. As grandes empresas telefônicas liberarão links de mais de 20Mb por usuário a um preço acessível e finalmente os sites governamentais serão desenvolvidos dentro dos padrões de acessibilidade. É um futuro um pouco distante, mas muito bom de se sonhar.
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